O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou nesta terça-feira (11) que o Exército da Rússia lançou mísseis balísticos de fabricação norte-coreana contra a cidade de Zaporizhzhia, no sul do país. O ataque deixou pelo menos seis mortos durante a noite.
“A cidade foi atacada com mísseis balísticos norte-coreanos, mísseis russos Zircon e bombas aéreas guiadas”, escreveu Zelensky em sua conta na rede social X. O presidente ucraniano classificou a ação como um “ataque brutal, projetado para infligir o maior dano possível”.
De acordo com o comandante da administração militar regional, Ivan Fedorov, o bombardeio em Zaporizhzhia, cidade que antes da guerra tinha mais de 700 mil habitantes, resultou em seis mortos e 19 feridos. Fedorov afirmou que as forças russas atingiram instalações e infraestruturas industriais.
Na região leste de Dnipropetrovsk, o Exército russo também realizou ataques com drones e artilharia contra cinco distritos. Três pessoas morreram, incluindo um adolescente de 15 anos, conforme informou o chefe da administração militar local, Oleksandr Ganja.
Na capital, Kiev, uma série de explosões foi registrada pouco depois da meia-noite, segundo relatos de jornalistas da AFP, após alertas aéreos. A administração militar da capital confirmou que pelo menos uma pessoa ficou ferida.
Na região de Kharkiv, na cidade de Zlatopil, um ataque russo danificou infraestruturas civis e feriu uma pessoa, de acordo com o prefeito Mikola Bakcheiev.
Os bombardeios ocorreram depois que Zelensky declarou que a Rússia se preparava para enviar mais soldados norte-coreanos ao seu território e que havia recebido novos mísseis balísticos vindos de Pyongyang. Coreia do Norte e Rússia, que fortaleceram laços após a invasão russa da Ucrânia em 2022, assinaram um acordo de defesa em 2024. Milhares de soldados norte-coreanos lutaram contra as forças ucranianas na região russa de Kursk entre 2024 e 2025.
Nas últimas semanas, Moscou intensificou os ataques com mísseis balísticos, que só podem ser interceptados por poucos sistemas de defesa antiaérea, como os Patriot americanos. A escassez de projéteis interceptadores PAC-3, usados nessas baterias, aumentou desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã em fevereiro. Em paralelo, a Ucrânia intensificou ataques contra cidades russas distantes da fronteira.
