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Trump provoca Irã com imagem de navios afundados

Trump provoca Irã com imagem de navios afundados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado (9) uma imagem de navios afundados no fundo do mar acompanhada da legenda “Iran’s Navy” (“Marinha iraniana”, em português).

A publicação foi feita na Truth Social, rede social do republicano. A imagem mostra embarcações destruídas submersas e é uma provocação direta ao Irã em meio a uma escalada de tensão, apesar do atual cessar-fogo entre os dois países.

A postagem ocorreu após ameaças da Marinha iraniana. Mais cedo, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um comunicado afirmando que qualquer ataque contra petroleiros e navios comerciais do país provocaria uma “forte ofensiva” contra bases americanas e embarcações consideradas inimigas na região.

Em outra postagem, Trump publicou uma cena de guerra naval. Na imagem, gerada por inteligência artificial, o presidente aparece observando navios explodindo no mar. A publicação não traz legenda, mas também ocorreu após as ameaças feitas pela Guarda Revolucionária do Irã.

Nesta sexta, o Irã acusou os EUA de violarem o cessar-fogo ao bombardear um navio petroleiro. Embarcação estava em frente ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo informou a emissora iraniana Irib ao reproduzir comunicado feito por autoridades iranianas.

Outros ataques aéreos também foram feitos em áreas civis, ainda de acordo com comunicado. O regime afirmou que o bombardeio ocorreu em cooperação com alguns países da região, nas costas das ilhas de Khamir, Sirik e Qeshm.

“[Em retaliação, forças armadas iranianas] atacaram imediatamente navios militares americanos a leste do Estreito de Hormuz e ao sul do porto de Chabahar, causando-lhes danos significativos. [O Irã] dará uma resposta esmagadora a qualquer agressão sem a menor hesitação”, diz comunicado feito pelo regime iraniano.

Os EUA dizem ter interceptado “ataques iranianos não provocados”. Em comunicado, o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou que militares americanos responderam com “ataques de autodefesa” enquanto destróieres de mísseis guiados da Marinha dos EUA transitavam pelo Estreito de Hormuz em direção ao Golfo de Omã.

Os americanos acusam iranianos de lançarem bombardeio. Um ataque coordenado envolveria “múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações” enquanto os navios da marinha americana navegavam pelo canal marítimo internacional. Autoridades confirmaram que “nenhum ativo americano foi atingido” durante o confronto.

Trump anunciou em 7 de abril um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Em publicação na Truth Social, ele informou que os ataques haviam sido suspensos e a trégua, começado imediatamente. A declaração ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermediava as conversas.

Irã também aceitou a proposta do Paquistão e os dois países se encontraram pessoalmente para debater a paz permanente. A reunião aconteceu em Islamabade em 21 de abril, mas acabou sem acordo após mais de 20 horas.

Trump ampliou de forma unilateral um cessar-fogo de duas semanas na terça-feira, dia final do cessar-fogo provisório. O objetivo é dar mais tempo para que os negociadores tentem um acordo no Paquistão.

Mas as repetidas tentativas de uma nova reunião entre os dois países não avançaram desde então.

O norte-americano tem batido na tecla de que o Irã precisa desistir do seu projeto nuclear para as negociações avançarem. Anteontem, o líder supremo iraniano fez um pronunciamento informando que os cidadãos vão se empenhar em proteger as suas capacidades nucleares.

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