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IPP sobe 2,37% em março após queda em fevereiro, diz IBGE

IPP sobe 2,37% em março após queda em fevereiro, diz IBGE

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede os preços na saída das fábricas, sem impostos e fretes, subiu 2,37% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi divulgado nesta quarta-feira, dia 29. Em fevereiro, o índice havia registrado queda de 0,16%, após revisão dos dados que antes indicavam recuo de 0,25%.

O IPP acompanha a evolução dos preços de produtos da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação, sempre no momento em que deixam a fábrica, sem considerar impostos e custos de frete.

Com a alta de março, o IPP acumulou elevação de 2,53% no ano e recuo de 1,54% em 12 meses, considerando tanto a indústria extrativa quanto a de transformação.

Indústria extrativa e de transformação

Na indústria extrativa, os preços subiram 18,65% em março, após queda de 0,61% em fevereiro. Já a indústria de transformação registrou alta de 1,63% em março, contra redução de 0,14% no mês anterior.

Bens de capital, intermediários e de consumo

Os bens de capital ficaram 0,18% mais baratos em março na porta de fábrica, depois de uma queda de 1,32% em fevereiro.

Os bens intermediários tiveram alta de 3,75% em março, ante redução de 0,24% em fevereiro.

Os bens de consumo subiram 0,95% em março, após alta de 0,18% em fevereiro. Dentro desse grupo, os bens duráveis caíram 0,24% no mês, contra recuo de 0,14% em fevereiro. Já os bens semiduráveis e não duráveis avançaram 1,19% em março, depois de subirem 0,25% no mês anterior.

O IPP é um indicador importante para a indústria, pois reflete os preços recebidos pelos produtores antes da chegada dos produtos ao consumidor final. Variações nesse índice podem influenciar a formação de preços em outras etapas da cadeia produtiva e são acompanhadas de perto por analistas econômicos e agentes de mercado. O dado de março mostra uma recuperação dos preços industriais após a leve retração observada em fevereiro, com destaque para o forte avanço na indústria extrativa, que inclui setores como mineração e extração de petróleo. Já os bens de capital, que englobam máquinas e equipamentos, continuaram em trajetória de queda, o que pode indicar menor investimento produtivo no período.

Sobre o autor: Equipe de Producao

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