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Embraer (EMBR3) tem lucro de R$ 832 mi no 4T, queda de 20%

A Embraer (EMBJ3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 832 milhões no quarto trimestre de 2025. O valor representa uma queda de 20,4% em comparação com o mesmo período de 2024.

O Ebitda ajustado da companhia ficou em R$ 1,612,7 bilhão no quarto trimestre, uma redução de 17,2% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada foi de 11,2%, queda de 3 pontos percentuais frente ao quarto trimestre de 2024.

Por outro lado, a receita líquida apresentou alta, somando R$ 14,34 bilhões nos últimos três meses de 2025. O crescimento foi de 4,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Os investimentos da Embraer, considerando apenas a empresa individualmente, totalizaram R$ 479,5 milhões no quarto trimestre. No mesmo período de 2024, o valor investido havia sido de R$ 611,2 milhões.

O fluxo de caixa livre ajustado foi de R$ 4,0 bilhões no trimestre e de R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano de 2025. A empresa atribui o resultado ao maior volume operacional, com mais entregas de aeronaves, e ao bom desempenho nas vendas.

Em 31 de dezembro de 2025, o caixa líquido da companhia era de R$ 1,765 bilhão. O montante representa um aumento de R$ 1,393 bilhão em relação ao final de 2024.

Para o ano de 2026, a Embraer divulgou suas projeções. Na Aviação Comercial, a previsão é de entregas entre 80 e 85 aeronaves. Na Aviação Executiva, a expectativa é de entregas na faixa de 160 a 170 jatos.

No aspecto financeiro, a companhia projeta uma receita entre US$ 8,2 e US$ 8,5 bilhões para 2026. A margem EBIT ajustada está estimada entre 8,7% e 9,3%, considerando tarifas de importação dos EUA de 10%. A previsão para o fluxo de caixa livre ajustado é de US$ 200 milhões ou mais.

No quarto trimestre, a empresa entregou 91 aeronaves. A divisão foi de 32 jatos comerciais, 53 jatos executivos e 6 aeronaves no segmento de defesa.

No ano completo de 2025, o total de entregas foi de 244 aeronaves. Desse total, 78 eram jatos comerciais, 155 eram jatos executivos e 11 eram aeronaves de Defesa & Segurança. O volume total de 2025 representa um crescimento de 18% em relação às 206 aeronaves entregues em 2024.

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