O partido Avante, legenda considerada nanica e praticamente desconhecida no Distrito Federal, conseguiu pela primeira vez um representante no Senado. A conquista veio com a filiação do senador Marcos do Val, do Espírito Santo.
O partido teve origem com o nome Partido Socialista Agrário e Renovador Trabalhista, o Pasart. A sigla tentou atrair dissidentes do PTB, mas não obteve sucesso. Pouco depois, mudou para Partido Trabalhista do Brasil.
Em 2017, a legenda passou a se chamar Avante. A mudança de nome não alterou sua característica principal: nunca havia elegido ninguém na esfera federal, com exceção de um deputado de Minas Gerais.
No Distrito Federal, o partido ganhou repercussão ao filiar, no ano passado, o ex-governador José Roberto Arruda, que estava sem legenda após deixar o PL. A presidência da sigla foi assumida pelo ex-senador Gim Argello, que permanece como principal coordenador de campanha. Arruda, no entanto, mudou-se para o PSD, partido de maior peso.
Com a saída de Arruda, o Avante permaneceu ainda mais nanico. Agora, a legenda conseguiu seu primeiro senador. Marcos do Val foi eleito pelo Cidadania e já passou por outros dois partidos. Agora, pela primeira vez, o Avante terá assento no Senado.
