O pregador católico e terapeuta Anderson Reis se posicionou diante da polêmica envolvendo o curso do ator Juliano Cazarré, chamado ‘O Farol e a Forja’. A iniciativa, que aborda masculinidade e cristianismo, foi criticada por artistas como Marjorie Estiano e Elisa Lucinda, que apontaram que o projeto pode reforçar discursos de violência de gênero.
Em entrevista, Reis classificou o curso como “uma das iniciativas mais necessárias em nosso tempo”. Para ele, o título “Farol” representa direção, algo que os homens perderam em sua vocação, fracassando na família. O terapeuta afirmou que observa, em sua prática, mulheres reclamando de maridos viciados em jogos, celular e pornografia. Ele citou pacientes cujos esposos jogam até de madrugada, sem diálogo ou afeto. Reis chamou a situação de “epidemia silenciosa” que destrói famílias.
Com 23 anos de palestras e atendimentos online, Reis aponta a ausência de uma boa paternidade como raiz do problema. Ele disse que o homem precisa de um pai presente e de exemplos de virtude. “Quando isso falta, o homem vai crescendo sozinho”, completou. O terapeuta afirmou que seu trabalho ajuda os homens a se reordenarem para o amor e a curarem feridas, inserindo uma masculinidade centrada no amor.
Reis também compartilhou sua história pessoal. Abandonado pelo pai aos três anos, sofreu abuso sexual e desenvolveu vício em pornografia. Ele repetiu oito anos na escola e foi expulso de seis instituições. A transformação veio com a conversão, após 15 anos de orações de sua mãe. Hoje casado e com cinco filhos, ele diz usar a própria história como instrumento de trabalho. “Sou a prova viva de que a graça de Deus pode transformar uma vida”, afirmou.
Para Reis, o declínio na vida dos homens é visível em vícios e depressão. Ele enviou uma mensagem direta: “Você é filho de Deus. Busque a Deus, fuja dos vícios, ame sua esposa e seus filhos.” O pregador concluiu dizendo que os homens foram feitos para mais do que uma vida de frustração.
